Então, falei com minha humana e ela me garantiu que não colocaram cone nenhum nela, nem antes, nem depois da cirurgia. Fiquei sabendo que os veterinários colocam o cone em gatos para que não fiquem se lambendo e como minha humana é bem comportada e não se lambeu, eles não colocaram o cone nela. Essa questão da comunicação parece ter sido fundamental. Ela e os médicos dela falam a mesma lingua, já eu e meu veterinário temos uma certa dificuldade de nos entendermos. Mas o que interessa é que a minha humana me garantiu também que não ficou em gaiola nenhuma e que também não teve de dividir espaço com nenhuma arara ou cão. Eu estou muito intrigado e está me parecendo que nesse negócio de hospital , humano tá levando vantagem. Outro dia, conversando com os cachorros da vizinha, eles me garantiram que se o hospital for público a diferença nem é tanta assim. O difícil é confiar em cães.
sábado, 10 de julho de 2010
sexta-feira, 9 de julho de 2010
Gatos tomam banho?
Gatos são por natureza animais muito asseados. Eles se cuidam muito bem, apenas se seu bichano for de pelo longo você vai ter de dar uma mãozinha tipo escovação diária. No entanto, existem aqueles azares em que seu gato fica cheio de óleo ou tinta, sei lá, uma graxa ou outra porcaria qualquer. Neste caso, só um banho resolve. Há também casos em que o banho é imperioso e tem razões médicas, por exemplo, nos casos de intoxicações por produtos químicos ou toxinas e venenos naturais. O único problema é que banhar um gato não é nada fácil como pode constatar qualquer pessoa que já tenha tentado. É quase como conciliar água e fogo. Agora, se o momento urge e você além de não conhecer o veterinário do seu bairro, está num daqueles dias em que o boteco dele nem abre... Meu amigo, ou você arruma um gato daqueles bem bonzinhos ou tem daqueles amigos que não perguntam pra quê você precisa deles. Caso a alternativa correta seja: nenhuma das anteriores, aqui vai uma dica da vovó, que vai facilitar a sua vida: vista uma redinha de laranja no gato. É! Exatamente: aquela redinha amarela na qual você compra e carrega laranja. Simples, não?!
PS: o gato não pode saber, com certeza não vai gostar e realmente só deve ser usado na necessidade, na emergência.
PS2: a dica não é da vovó coisa nenhuma, na verdade a dica é dos doutores veterinários austriacos Silvia Leugner e Rudolf Winkelmayer da publicação ORF - Seniorenclub Ratgeber n.º 3 (conselheiro)
quinta-feira, 8 de julho de 2010
Volta ao Lar...
Fui avisado de que amanhã retorno à casa. Não vejo a hora de rever meus humanos e saber como andam minhas coisas. Vou ter um trabalho danado para cheirar todos os cantos e verificar se todos os objetos estão em seus devidos lugares. Aqui na humana vovó é muito legal, mas desta vez eu levei um susto muito grande. Imagine que eu estou muito tranquilo lá na tal da biblioteca, quando me entra um sujeito carregando uma escada e a coloca no meio da sala. Olhe, até o fato de aparecer um humano carregando a tal da escada, vá lá... o fato é que eu ainda não tinha visto um humano colorido. Levei mais de hora para sair do meu esconderijo. UAU! A princípio eu cheguei a pensar que se tratava de algum filme de terror, algum episódio que invadiu a minha área, ou coisa parecida. Depois, olhando bem, percebi que se tratava de um humano como outro qualquer, aliás um de alma boníssima.Mas, por via das dúvidas, fiquei um bocado de tempo escondido. Nunca se sabe.
PS: espero que minha humana já tenha tirado o cone de plástico do pescoço. Eu tenho um certo trauma daquilo e prefiro nem ver...
quarta-feira, 7 de julho de 2010
HOSPITAL
Estou passando outra temporada na casa da humana vovó. Fiquei sabendo que a minha humana está no hospital e que foi fazer uma cirurgia. Desse negócio eu entendo e posso afirmar com toda certeza que a coitada tá passando maus bocados. Passei por isso recentemente e o lugar não é nada agradável. Tem cães e araras pelos cantos e você acaba que fica em uma gaiola. Tá certo que é só sua, mas é uma gaiola. Imagine se tivesse de dividir uma gaiola com um cachorro. Nem pensar. Daí eles te dão uma injeção e você apaga. Quando acorda, tá com um cone de plástico no pescoço e completamente zonzo. Agora, que deve ser engraçado ver minha humana com um cone de plástico no pescoço, deve ser...
segunda-feira, 5 de julho de 2010
GRÁFICO
Um bocado autoexplicativo. Agora, não me pergunte se autoexplicativo tem hífen... mas, já que perguntou, posso colocar um hífen no sofá. Um hífen é um tracinho, pode ser um arranhão e ai: So-fá, so good!
domingo, 4 de julho de 2010
sábado, 3 de julho de 2010
quinta-feira, 1 de julho de 2010
domingo, 27 de junho de 2010
sábado, 26 de junho de 2010
terça-feira, 22 de junho de 2010
sábado, 19 de junho de 2010
terça-feira, 15 de junho de 2010
Humanos, Plantas e futebol...
Cara: chegou a tal da Copa do Mundo. É futebol todo dia e eu adoro. Tenho uma bolinha a qual jogo pela casa toda e me divirto a valer. Hoje a humana vovó veio ver o jogo na minha casa e eu demonstrei todas as minhas habilidades, rolando e correndo atrás da bolinha. Como ela veio almoçar também, acabou que não sei de onde, mas apareceu um vaso com cinco cores de flor. Muito bonito por sinal. Agora, pensa comigo: é ou não é entediante quando humano almoça? Pois então, eles ficam lá em volta de uma mesa, você aqui no chão, sem ver nada, sem saber o que se passa, sem nada receber, sentindo cheiros e sem poder subir lá... Um tédio! Pois bem, aproveitei esse tempo livre, digamos assim, e fui dar uma boa olhada no tal do vaso e suas flores. Olha, foi um desastre. Só por ter comido algumas folhas passei mal e vomitei tudo. Como é que eu ia saber que a tal planta, por ser de floricultura, vinha borrifada com veneno? Como? Minha humana faz sempre um vaso pra mim, com alfafa e aveia, e eu adoro. Como eu ia saber a diferença? Aliás, mesmo se tivesse uma placa eu não sei ler... humanos sem noção!
domingo, 13 de junho de 2010
quarta-feira, 9 de junho de 2010
Um gato entre livros
"Como é possível que um gato abandonado transforme uma pequena biblioteca, salve uma típica cidade americana e se torne famoso em todo o mundo? A história de Dewey começa da pior forma possível. Com apenas algumas semanas, na noite mais fria do ano, foi enfiado na caixa de devolução de livros da Biblioteca pública de Spencer. Encontrado na manhã seguinte, Dewey conquistou o coração de todos os funcionários da biblioteca, ao distribuir por todos gestos de agradecimento e amor. Nos anos que se seguiram, nunca deixou de encantar as pessoas de Spencer com o seu entusiasmo, vivacidade e, acima de tudo, o seu sexto sentido: percebia sempre quem necessitava mais dele. À medida que a sua fama crescia de cidade em cidade, de estado em estado e, surpreendentemente, por todo o mundo, Dewey tornou-se, mais que um amigo, um motivo de orgulho de uma extraordinária cidade rural no coração da América, que lentamente se ergueu da maior crise da sua história."
PS1: sinopse da FNAC
PS2: Vou logo explicando: não estou com ciumes mas... Isto é só para vocês verem que o tal do Boris não é original...
terça-feira, 8 de junho de 2010
FERIADO II
Que meus humanos foram passear já não é novidade, mas veja as lembranças que eles conseguiram:
1) um parafuso de dormente (velho, enferrujado, inútil);
2) uma foto de uma mancha de óleo;
3) uma pedra do rio que forma a caverna;
4) foto da caverna;
5) foto de um gato que toma conta da livraria (eu fiz que acreditei);
6) um quilo de farinha de mandioca extra-fina;
Olha, eu fiz o possível para admirar cada coisa... até exercitei meu olfato e tudo, mas venhamos e convenhamos, e eu? Nenhum brinquedo? Nada? Pra que me servem estas coisas?
1) um parafuso de dormente (velho, enferrujado, inútil);
2) uma foto de uma mancha de óleo;
3) uma pedra do rio que forma a caverna;
4) foto da caverna;
5) foto de um gato que toma conta da livraria (eu fiz que acreditei);
6) um quilo de farinha de mandioca extra-fina;
Olha, eu fiz o possível para admirar cada coisa... até exercitei meu olfato e tudo, mas venhamos e convenhamos, e eu? Nenhum brinquedo? Nada? Pra que me servem estas coisas?
segunda-feira, 7 de junho de 2010
FERIADO
Pois é... meus humanos foram passear e me deixaram na casa da humana vovó. Até ai, tudo bem, já estou acostumado e me tratam bem. Agora, ir pra uma tal de Curitiba e visitar o gato Bóris, ai ai ai... foi um pouco demais da conta. Vejam vocês que afronta: o tal do gato Bóris, que (dizem) tem Orkut e tudo, parece que toma conta de uma livraria lá naquela cidade. E fica no balcão em cima dos livros... e meu humano falou que quando foi mexer nas prateleiras o tal do Bóris foi lá miar pra ele. Tipo: "pare de mexer nas coisas!"
Sabe, não é que eu esteja com ciumes, mas ir visitar gato estranho é quase uma afronta ao bom senso. Vejam a foto que fizeram lá... minha humanan cheia de pose. Parece até que está ao lado de algum famoso de rollewoody. Vergonha! Olha o dito-cujo de coleira e crachá (um subalterno, portanto)... E ficar em cima de livro eu também sei...Oras!
domingo, 30 de maio de 2010
sexta-feira, 28 de maio de 2010
MUNDO ANIMAL
Recebi do famoso Nelson Motta a seguinte crônica que reproduzo na íntegra. Sempre soube que o Nelson era criativo e boa praça, mas nesta ele ganhou minha admiração. Na foto, meu parente enjaulado no Zoo de São Paulo... verdadeira tristeza. (Foto feita pela minha humana)
"Mundo animal
Como parte dos deveres e prazeres de um avô, levei minhas netas ao Jardim Zoológico, o mesmo que me encantara na infância. Na saída, elas estavam meio decepcionadas, e o avô deprimidíssimo.
Os grandes felinos, atração máxima, dormiam prostrados, uns na toca e outros no fundo da jaula. Pareciam dopados, mas me disseram que os tratadores lhes antecipam o almoço para que apaguem e não se perturbem com as multidões de crianças e adultos gritando em frente ao cativeiro. Elas querem ação, e os pobres grandes felinos só querem dormir, talvez sonhar que estão numa savana africana correndo atrás de antílopes.
O velho elefante empoeirado balançava a tromba em desalento. O hipopótamo, talvez com vergonha, estava enfiado no seu abrigo e exibia só a traseira descomunal. Dois pinguins tinham sido comidos, na véspera, por enormes e ferozes cães vira-latas, vindos das matas e favelas vizinhas. Mais ferozes e malandros do que as feras enjauladas, cavaram um túnel sob a cerca e devoraram as aves.
O que há de educativo em ver bichos tristes e humilhados, expostos à visitação pública? É uma perversão do que se vê nos espetaculares documentários da televisão, onde realmente se aprende sobre os animais - e sobre nós mesmos.
Os parques abertos, tipo Kruger ou Simba Safari, são mais humanos para os animais, que vivem livres na natureza e podem ser observados de dentro dos carros pelo público. O cativeiro só se justifica para preservar espécies em extinção, que merecem zoos cinco estrelas para reproduzir, e voltar à vida selvagem.
É espantoso que, em plena era da ecologia, da sustentabilidade e da correção política, ainda existam jardins zoológicos. São provas vivas de crueldade com os animais, deveriam ser extintos. No Rio de Janeiro, a lei já proíbe exibir animais em circos – e é cumprida.
Uma vez sugeri aos amigos do “Casseta & Planeta” um quadro em que animais livres e pacíficos passeavam com seus filhos por um zoológico com jaulas cheias de humanos mentirosos, gananciosos, covardes, sádicos e assassinos. O que mais divertia os filhotes dos macacos era a gaiola dos políticos ladrões".
PS: em SP também não se exibem mais animais em circos.
PS2: conheça e acesse http://sintoniafina.uol.com.br/
"Mundo animal
Como parte dos deveres e prazeres de um avô, levei minhas netas ao Jardim Zoológico, o mesmo que me encantara na infância. Na saída, elas estavam meio decepcionadas, e o avô deprimidíssimo.
Os grandes felinos, atração máxima, dormiam prostrados, uns na toca e outros no fundo da jaula. Pareciam dopados, mas me disseram que os tratadores lhes antecipam o almoço para que apaguem e não se perturbem com as multidões de crianças e adultos gritando em frente ao cativeiro. Elas querem ação, e os pobres grandes felinos só querem dormir, talvez sonhar que estão numa savana africana correndo atrás de antílopes.
O velho elefante empoeirado balançava a tromba em desalento. O hipopótamo, talvez com vergonha, estava enfiado no seu abrigo e exibia só a traseira descomunal. Dois pinguins tinham sido comidos, na véspera, por enormes e ferozes cães vira-latas, vindos das matas e favelas vizinhas. Mais ferozes e malandros do que as feras enjauladas, cavaram um túnel sob a cerca e devoraram as aves.
O que há de educativo em ver bichos tristes e humilhados, expostos à visitação pública? É uma perversão do que se vê nos espetaculares documentários da televisão, onde realmente se aprende sobre os animais - e sobre nós mesmos.
Os parques abertos, tipo Kruger ou Simba Safari, são mais humanos para os animais, que vivem livres na natureza e podem ser observados de dentro dos carros pelo público. O cativeiro só se justifica para preservar espécies em extinção, que merecem zoos cinco estrelas para reproduzir, e voltar à vida selvagem.
É espantoso que, em plena era da ecologia, da sustentabilidade e da correção política, ainda existam jardins zoológicos. São provas vivas de crueldade com os animais, deveriam ser extintos. No Rio de Janeiro, a lei já proíbe exibir animais em circos – e é cumprida.
Uma vez sugeri aos amigos do “Casseta & Planeta” um quadro em que animais livres e pacíficos passeavam com seus filhos por um zoológico com jaulas cheias de humanos mentirosos, gananciosos, covardes, sádicos e assassinos. O que mais divertia os filhotes dos macacos era a gaiola dos políticos ladrões".
PS: em SP também não se exibem mais animais em circos.
PS2: conheça e acesse http://sintoniafina.uol.com.br/
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